sexta-feira, 5 de outubro de 2007
terça-feira, 2 de outubro de 2007
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
terça-feira, 28 de agosto de 2007
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
quarta-feira, 25 de julho de 2007
terça-feira, 24 de julho de 2007
segunda-feira, 23 de julho de 2007
sexta-feira, 20 de julho de 2007
terça-feira, 17 de julho de 2007
muito romântico (1977)
caetano veloso
não tenho nada com isso nem vem falar
eu não consigo entender sua lógica
minha palavra cantada pode espantar
e a seus ouvidos parecer exótica
mas acontece que eu não posso me deixar
levar por um papo que já não deu, não deu
acho que nada restou pra guardar ou lembrar
do muito ou pouco que houve entre você e eu
nenhuma força virá lhe fazer calar
faço no tempo soar minha sílaba
canto somente o que pede pra se cantar
sou o que soa, eu não douro pílula
tudo o que eu quero é um acorde perfeito maior
com todo mundo podendo brilhar num cântico
canto somente o que não pode mais se calar
noutras palavras sou muito romântico
canto somente o que não pode mais se calar
noutras palavras sou muito romântico
nenhuma força virá lhe fazer calar
faço no tempo soar minha sílaba
canto somente o que se pede pra cantar
sou o que soa, eu não douro pílula
tudo o que eu quero é um acorde perfeito maior
com todo mundo podendo brilhar num cântico
canto somente o que não pode mais se calar
noutras palavras, sou muito romântico
canto somente o que não pode mais se calar
noutras palavras sou muito romântico
noutras palavras sou muito romântico
eu não consigo entender sua lógica
noutras palavras sou muito, muito romântico
***
Este site seria um belo presente pra minha mãe
http://www.tempoesia1.hpgvip.ig.com.br/midi/roberto_carlos/menu/menu.htm
caetano veloso
não tenho nada com isso nem vem falar
eu não consigo entender sua lógica
minha palavra cantada pode espantar
e a seus ouvidos parecer exótica
mas acontece que eu não posso me deixar
levar por um papo que já não deu, não deu
acho que nada restou pra guardar ou lembrar
do muito ou pouco que houve entre você e eu
nenhuma força virá lhe fazer calar
faço no tempo soar minha sílaba
canto somente o que pede pra se cantar
sou o que soa, eu não douro pílula
tudo o que eu quero é um acorde perfeito maior
com todo mundo podendo brilhar num cântico
canto somente o que não pode mais se calar
noutras palavras sou muito romântico
canto somente o que não pode mais se calar
noutras palavras sou muito romântico
nenhuma força virá lhe fazer calar
faço no tempo soar minha sílaba
canto somente o que se pede pra cantar
sou o que soa, eu não douro pílula
tudo o que eu quero é um acorde perfeito maior
com todo mundo podendo brilhar num cântico
canto somente o que não pode mais se calar
noutras palavras, sou muito romântico
canto somente o que não pode mais se calar
noutras palavras sou muito romântico
noutras palavras sou muito romântico
eu não consigo entender sua lógica
noutras palavras sou muito, muito romântico
***
Este site seria um belo presente pra minha mãe
http://www.tempoesia1.hpgvip.ig.com.br/midi/roberto_carlos/menu/menu.htm
segunda-feira, 9 de julho de 2007
quarta-feira, 27 de junho de 2007
para Rafaela
um altar
para minha fome insana
um alimento sempre eterno
por mais banais que sejam as horas
um manjar
por mais impuras que sejam minhas mãos
um cálice que derrame a fonte da vida
por mais banais que sejam as horas
uma oferenda
para esta procissão que é a vida
teu corpo, meu terço
por mais banais que sejam as horas
duas hóstias, teus seios
por mais impura que seja a minha boca
uma salvação, tuas bocas
por mais efêmera que seja a vida
um altar
para minha fome insana
um alimento sempre eterno
por mais banais que sejam as horas
um manjar
por mais impuras que sejam minhas mãos
um cálice que derrame a fonte da vida
por mais banais que sejam as horas
uma oferenda
para esta procissão que é a vida
teu corpo, meu terço
por mais banais que sejam as horas
duas hóstias, teus seios
por mais impura que seja a minha boca
uma salvação, tuas bocas
por mais efêmera que seja a vida
segunda-feira, 25 de junho de 2007
terça-feira, 19 de junho de 2007
segunda-feira, 18 de junho de 2007
da série máximas do máximo:
"haverá vida útil após o cheque especial";
"porque o gerente do meu banco não me aplaude toda vez que vou à agência, afinal sou o maior responsável pelos seus recordes de faturamento?"
"o anjo é um corcunda que deu certo."
"nada como um amor após o outro."
por hoje é só, pe-pessoal.
"haverá vida útil após o cheque especial";
"porque o gerente do meu banco não me aplaude toda vez que vou à agência, afinal sou o maior responsável pelos seus recordes de faturamento?"
"o anjo é um corcunda que deu certo."
"nada como um amor após o outro."
por hoje é só, pe-pessoal.
quarta-feira, 6 de junho de 2007
terça-feira, 5 de junho de 2007
segunda-feira, 4 de junho de 2007
quarta-feira, 30 de maio de 2007
segunda-feira, 28 de maio de 2007
aos 35 anos,
o olho do abismo continua profundo e doloroso
os olhos, talvez, é que estejam mais rasos e o coração razoável
talvez...
a tempestade é fruto do inconformismo que o tédio causa
o tédio é o vazio da ausência de tempestade.
nestes pratos, balanço como uma criança.
agora choro. agora rio.
agora devoro. agora cio.
agora imploro. agora vario.
agora é tarde. agora adeus.
o olho do abismo continua profundo e doloroso
os olhos, talvez, é que estejam mais rasos e o coração razoável
talvez...
a tempestade é fruto do inconformismo que o tédio causa
o tédio é o vazio da ausência de tempestade.
nestes pratos, balanço como uma criança.
agora choro. agora rio.
agora devoro. agora cio.
agora imploro. agora vario.
agora é tarde. agora adeus.
sexta-feira, 25 de maio de 2007
quinta-feira, 24 de maio de 2007
quarta-feira, 23 de maio de 2007
terça-feira, 22 de maio de 2007
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Eh, Borges,
eu sei que o destino do punhal é o meu peito, mas antes me permita uma cachaça de má qualidade, num bar sujo qualquer, e uma companhia qualquer. E um humor envenenado.
E mais palavras, e mais palavras, e mais nada.
Eh, Borges,
há um leão enlouquecido quebrando os vitrais desta catedral - e este tempo feito de areia.
Há uma lagoa agitada aqui dentro que busca uma sangria para esvaziar as águas da chuva. Há um mar, háumar, hauma, alma... aqui dentro.
eu sei que o destino do punhal é o meu peito, mas antes me permita uma cachaça de má qualidade, num bar sujo qualquer, e uma companhia qualquer. E um humor envenenado.
E mais palavras, e mais palavras, e mais nada.
Eh, Borges,
há um leão enlouquecido quebrando os vitrais desta catedral - e este tempo feito de areia.
Há uma lagoa agitada aqui dentro que busca uma sangria para esvaziar as águas da chuva. Há um mar, háumar, hauma, alma... aqui dentro.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Sabe, uma vez que você chegou aqui, que entrou, você não vai mais embora.
Sabe, eu aprendi que todo amor é pra sempre. Que na felicidade do seu novo amor, há um aplauso ao nosso amor, passado e vivo. Não como um fantasma, mas como uma lembrança boa.
As histórias não acabam nunca e a gente é a soma das pessoas e das histórias das pessoas que passaram por nós nesta estrada (não é Gonzaguinha?!).
E que bom chegar aqui, depois de quase 20 anos, te olhar e dizer que eu te amo, hoje, com um amor melhor e maior. Um amor que é feliz por você estar feliz.
Obrigado.
Sabe, eu aprendi que todo amor é pra sempre. Que na felicidade do seu novo amor, há um aplauso ao nosso amor, passado e vivo. Não como um fantasma, mas como uma lembrança boa.
As histórias não acabam nunca e a gente é a soma das pessoas e das histórias das pessoas que passaram por nós nesta estrada (não é Gonzaguinha?!).
E que bom chegar aqui, depois de quase 20 anos, te olhar e dizer que eu te amo, hoje, com um amor melhor e maior. Um amor que é feliz por você estar feliz.
Obrigado.
quarta-feira, 16 de maio de 2007
"Eu quero é que este canto torto feio faca
corte a carne de vocês"
"sons, palavras, são navalhas"
"os meus gametas se agrupam no meu som"
Não existe Arte sem dor. O carnaval é uma catarse. O carnaval é a hipérbole da dor. Aquele canto é um urro. Aquela dança é um salto pra fora. Aquela é a alegria da sátiro, da loucura. É a alegria do dor.
corte a carne de vocês"
"sons, palavras, são navalhas"
"os meus gametas se agrupam no meu som"
Não existe Arte sem dor. O carnaval é uma catarse. O carnaval é a hipérbole da dor. Aquele canto é um urro. Aquela dança é um salto pra fora. Aquela é a alegria da sátiro, da loucura. É a alegria do dor.
terça-feira, 15 de maio de 2007
segunda-feira, 14 de maio de 2007
É possível que se faça um castelo com todas estas pedras defeituosas
Com todas estas retas sinuosas, é possível que se chegue a algum lugar
Todo esta margem, esta imagem seja amar
E este maldito espelho que mostra a ti quando me procuro
Pois, eu só me procuro – pra te encontrar
- mas amar é tão conflituoso. E o coração é tão exigente, é carente demais
é faminto demais.
É possível que toda esta água esteja prestes a secar o mar – do fundo dos teus olhos
E o fundo dos teus olhos fica no teu peito
Não vamos mais afogar ninguém
E um átomo é uma dor envelopada e enviada a ti – numa garrafa igual a tantas outras
E é possível que todo este barulho seja só silêncio:
Todas as leis são inúteis
***
Conte-me uma piada
Faça-me rir
Minta pra mim, por favor
Com todas estas retas sinuosas, é possível que se chegue a algum lugar
Todo esta margem, esta imagem seja amar
E este maldito espelho que mostra a ti quando me procuro
Pois, eu só me procuro – pra te encontrar
- mas amar é tão conflituoso. E o coração é tão exigente, é carente demais
é faminto demais.
É possível que toda esta água esteja prestes a secar o mar – do fundo dos teus olhos
E o fundo dos teus olhos fica no teu peito
Não vamos mais afogar ninguém
E um átomo é uma dor envelopada e enviada a ti – numa garrafa igual a tantas outras
E é possível que todo este barulho seja só silêncio:
Todas as leis são inúteis
***
Conte-me uma piada
Faça-me rir
Minta pra mim, por favor
sexta-feira, 11 de maio de 2007
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