quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

a única verdade: qualquer excesso é desperdício.

tenho andando excessivamente saudável. isto deve fazer mal...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Oximáximas

Quem caduca é a alma. O corpo apenas apodrece.

***

Na beira do abismo, só resta aprender a voar.

***

Eu ouço gente morta.
Quando?
O tempo todo.

***

quinta-feira, 31 de julho de 2008

putz!! ainda tá tocando a Marisa Monte... ainda tá tocando Paulinho da Viola...
amor, hoje não. hoje, eu tô a fim de bater em alguém.
aliás, amigo. te entendo. acho justo pra você. mas, eu não tô em época de acordos.
a Hebe chegou naquela idade em que os adultos acham qualquer bobagem uma gracinha.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

a lei que construímos é feita de barro.

terça-feira, 6 de maio de 2008

estou em silêncio, há algum tempo - pelo menos, eu tento.
mas, você chega com o marulhar da chuva e anuncia outra estação da saudade.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Brasília está para a pilantragem assim como a Bahia está para a música e o Ceará para a comédia.
algumas roupas farão de você uma pessoa mal vestida em qualquer lugar do país, menos em São Paulo, onde você estará à frente de seu tempo.

terça-feira, 1 de abril de 2008

se não aplaudo minhas vitórias, por que me apegaria a derrotas?

segunda-feira, 24 de março de 2008

todos os livros são uma única carta de adeus.

sábado, 15 de março de 2008

entre a letra vazia e seu significado há um banho de fé.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

"eu simplesmente não consegui odiar nada." Camus

Menino de engenho

A cana cortada é uma foice.
Cortada num ângulo agudo,
ganha o gume afiado da foice, um dar-se
mútuo.

Menino, o gume de uma cana
cortou-me ao quase de
cegar-me,
e uma cicatriz, que não guardo,
soube dentro de mim guardar-se.

A cicatriz não tenho mais;
o inoculado, tenho ainda;
nunca soube é se o inoculado
(então) é vírus ou vacina.


(FIM)

João Cabral de Melo Neto

***

Dizer mais o quê?

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

TOCANDO EM FRENTE

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir
É preciso chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz


Autores: Almir Sater e Renato Teixeira

Intérprete: Almir Sater