para Rafaela
um altar
para minha fome insana
um alimento sempre eterno
por mais banais que sejam as horas
um manjar
por mais impuras que sejam minhas mãos
um cálice que derrame a fonte da vida
por mais banais que sejam as horas
uma oferenda
para esta procissão que é a vida
teu corpo, meu terço
por mais banais que sejam as horas
duas hóstias, teus seios
por mais impura que seja a minha boca
uma salvação, tuas bocas
por mais efêmera que seja a vida
quarta-feira, 27 de junho de 2007
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