derramamento, derramamento
há tantos cortes no firmamento
há tantos dentes neste sofrimento
que já não se sabe o céu nem a dor
derramamento, derramamento
há tanto fingir neste fingimento
que o azul foge do céu por um momento
enchendo de mágoa a água do fingidor
quarta-feira, 30 de maio de 2007
segunda-feira, 28 de maio de 2007
aos 35 anos,
o olho do abismo continua profundo e doloroso
os olhos, talvez, é que estejam mais rasos e o coração razoável
talvez...
a tempestade é fruto do inconformismo que o tédio causa
o tédio é o vazio da ausência de tempestade.
nestes pratos, balanço como uma criança.
agora choro. agora rio.
agora devoro. agora cio.
agora imploro. agora vario.
agora é tarde. agora adeus.
o olho do abismo continua profundo e doloroso
os olhos, talvez, é que estejam mais rasos e o coração razoável
talvez...
a tempestade é fruto do inconformismo que o tédio causa
o tédio é o vazio da ausência de tempestade.
nestes pratos, balanço como uma criança.
agora choro. agora rio.
agora devoro. agora cio.
agora imploro. agora vario.
agora é tarde. agora adeus.
sexta-feira, 25 de maio de 2007
quinta-feira, 24 de maio de 2007
quarta-feira, 23 de maio de 2007
terça-feira, 22 de maio de 2007
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Eh, Borges,
eu sei que o destino do punhal é o meu peito, mas antes me permita uma cachaça de má qualidade, num bar sujo qualquer, e uma companhia qualquer. E um humor envenenado.
E mais palavras, e mais palavras, e mais nada.
Eh, Borges,
há um leão enlouquecido quebrando os vitrais desta catedral - e este tempo feito de areia.
Há uma lagoa agitada aqui dentro que busca uma sangria para esvaziar as águas da chuva. Há um mar, háumar, hauma, alma... aqui dentro.
eu sei que o destino do punhal é o meu peito, mas antes me permita uma cachaça de má qualidade, num bar sujo qualquer, e uma companhia qualquer. E um humor envenenado.
E mais palavras, e mais palavras, e mais nada.
Eh, Borges,
há um leão enlouquecido quebrando os vitrais desta catedral - e este tempo feito de areia.
Há uma lagoa agitada aqui dentro que busca uma sangria para esvaziar as águas da chuva. Há um mar, háumar, hauma, alma... aqui dentro.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Sabe, uma vez que você chegou aqui, que entrou, você não vai mais embora.
Sabe, eu aprendi que todo amor é pra sempre. Que na felicidade do seu novo amor, há um aplauso ao nosso amor, passado e vivo. Não como um fantasma, mas como uma lembrança boa.
As histórias não acabam nunca e a gente é a soma das pessoas e das histórias das pessoas que passaram por nós nesta estrada (não é Gonzaguinha?!).
E que bom chegar aqui, depois de quase 20 anos, te olhar e dizer que eu te amo, hoje, com um amor melhor e maior. Um amor que é feliz por você estar feliz.
Obrigado.
Sabe, eu aprendi que todo amor é pra sempre. Que na felicidade do seu novo amor, há um aplauso ao nosso amor, passado e vivo. Não como um fantasma, mas como uma lembrança boa.
As histórias não acabam nunca e a gente é a soma das pessoas e das histórias das pessoas que passaram por nós nesta estrada (não é Gonzaguinha?!).
E que bom chegar aqui, depois de quase 20 anos, te olhar e dizer que eu te amo, hoje, com um amor melhor e maior. Um amor que é feliz por você estar feliz.
Obrigado.
quarta-feira, 16 de maio de 2007
"Eu quero é que este canto torto feio faca
corte a carne de vocês"
"sons, palavras, são navalhas"
"os meus gametas se agrupam no meu som"
Não existe Arte sem dor. O carnaval é uma catarse. O carnaval é a hipérbole da dor. Aquele canto é um urro. Aquela dança é um salto pra fora. Aquela é a alegria da sátiro, da loucura. É a alegria do dor.
corte a carne de vocês"
"sons, palavras, são navalhas"
"os meus gametas se agrupam no meu som"
Não existe Arte sem dor. O carnaval é uma catarse. O carnaval é a hipérbole da dor. Aquele canto é um urro. Aquela dança é um salto pra fora. Aquela é a alegria da sátiro, da loucura. É a alegria do dor.
terça-feira, 15 de maio de 2007
segunda-feira, 14 de maio de 2007
É possível que se faça um castelo com todas estas pedras defeituosas
Com todas estas retas sinuosas, é possível que se chegue a algum lugar
Todo esta margem, esta imagem seja amar
E este maldito espelho que mostra a ti quando me procuro
Pois, eu só me procuro – pra te encontrar
- mas amar é tão conflituoso. E o coração é tão exigente, é carente demais
é faminto demais.
É possível que toda esta água esteja prestes a secar o mar – do fundo dos teus olhos
E o fundo dos teus olhos fica no teu peito
Não vamos mais afogar ninguém
E um átomo é uma dor envelopada e enviada a ti – numa garrafa igual a tantas outras
E é possível que todo este barulho seja só silêncio:
Todas as leis são inúteis
***
Conte-me uma piada
Faça-me rir
Minta pra mim, por favor
Com todas estas retas sinuosas, é possível que se chegue a algum lugar
Todo esta margem, esta imagem seja amar
E este maldito espelho que mostra a ti quando me procuro
Pois, eu só me procuro – pra te encontrar
- mas amar é tão conflituoso. E o coração é tão exigente, é carente demais
é faminto demais.
É possível que toda esta água esteja prestes a secar o mar – do fundo dos teus olhos
E o fundo dos teus olhos fica no teu peito
Não vamos mais afogar ninguém
E um átomo é uma dor envelopada e enviada a ti – numa garrafa igual a tantas outras
E é possível que todo este barulho seja só silêncio:
Todas as leis são inúteis
***
Conte-me uma piada
Faça-me rir
Minta pra mim, por favor
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Assinar:
Comentários (Atom)
